sexta-feira, 9 de março de 2012

Fic 4. Parte: 21.

- Ah ok, só um minuto. – ela saiu de trás do balcão e foi até a mulher. Fiquei olhando umas coisas.

*Leonardo mode off*

*Você mode onn*

Estava conversando com a minha mãe quando a Vivian veio me pedir ajuda.
- (Seu nome) pode me ajudar? – ela disse simpatica.
- Pode falar.
- Aquele moço. – apontou para um que estava de costas no balcão. – Ele quer um presente para a noiva, só que ele não sabe o tamanho, disse que é parecida com você...
- Deixa que eu vou atender ele tudo bem?
- Tudo. – ela se afastou.
Fui até o senhor, que tava mais pra menino, ou seilá... Por trás.
- Posso ajudar o senhor? – falei entrando atrás do balcão...
- É eu queria algo para a minha noiva. – ele parou pra me olhar, surpreso.
- Qual o tamanho dela? – disse normal, mas estava explodindo por dentro. NOIVA? Eu to me importando?
- Oi tudo bem como vai você (Seu nome)? – ele disse ironico.
- Oi Leonardo eu vou bem e você e sua noiva? – disse no mesmo tom.
- To bem, preocupado com a minha noiva? – ele disse sorrindo e me encarando.
- O que o senhor gostaria de ver pra ela? – disse desviando dele.
- O senhor? Fala sério.
- Estou falando.
- Fala comigo! Fala como antes! – ele pego no meu braço e me obrigo a olhar pra ele.
- Leonardo eu to no meu trabalho... Me solta. – ele soltou na hora e me olhou.
- Ela é do seu tamanho e tanto faz.
- Não tem preferencia?
- Não! – disse seco, se virando e olhando pro lado.
Peguei uns vestidos, do meu tamanho. Médio, e peguei uns menores...
Coloquei em cima do balcão.
- Aqui estão. – ele se virou olhando.
- Qual é do tamanho dela?
- Acho que todos, eu peguei do mesmo tamanho que o meu... – ele me olhou delicadamente, que cheguei a ficar até com vergonha.
- Você tem mais peito que ela. – olhei pra ele incredula.
- Ah... En... Então acho que você tem que pegar os P's. – falei olhando os vestidos e separando. – Tem essas cores.
- Qual você prefere?
- Não sei...
- Fala.
- Acho que o rosa.
- Pode ser, vocês embrulhão pra presente?
- Sim. – disse pegando o vestido e dobrando, fui até outro balcão e embrulhei, peguei a conta.
- Aqui está, só você acertar no caixar, aqui o papel que você mostra pra ela.
- Obrigado. – ele disse pegando o embrulho do vestido que estava em uma sacola e o papel. Vi ele pagar, e fiquei vendo ele sair dali, como se fosse qualquer outro cliente...
Vi ele pagar, e fiquei vendo ele sair dali, como se fosse qualquer outro cliente...
Mas o pior era que ele não era um cliente qualquer ele não era um homem qualquer, ele ainda mexia comigo, depois de todos aqueles anos ele mexia comigo, eu estava com muita raiva de mim, eu não podia deixar isso acontecer.
Depois te terminar de ajudar a minha mãe na loja eu fui para casa tomar um banho e descansar porque eu pretendia sair de noite.

*você mode off*

*Leonardo mode on*

Cheguei em casa e a Patrícia estava tomando banho. Então liguei a TV e fui assistir ao jogo do Corinthians.
Peguei o finalzinho do jogo, mas mesmo assim ainda deu tempo de gritar e praguejar o jogador adversário.
Mal percebi que a Patrícia havia saído do banho e estava na porta me observando.
- Leo eu to aqui.
- Oi amor. – disse sem olhar pra ela.-  GOL ISSO ISSO. – gritei esquecendo que ela estava ali.
- Leonardo para de assistir esse jogo e olha pra mim.
Eu a ignorei e ela pegou o controle e desligou a TV.
- Qual é?

A 22ª parte postamos com 5 comentários, mais só amanhã.

sábado, 3 de março de 2012

Fic 4. Parte: 20.

Mas não importa pra ela foi apenas algo que já passou...
Voltei pro escritorio, nem almocei, aquilo tiro a minha fome. Ela ainda mexia comigo...
Fiz mais entrevistas, avaliei e tudo mais. Depois foi só juntar as fichas e escolher os melhores.
Nem olhei os nomes, pra não influenciar se ela estivesse lá...
Deixei os papeis com Sara no fim do dia, para que ela pudesse entregar para o meu pai logo de manhã. Eu não iria trabalhar era minha folga.

*Leonardo mode off*

*Você mode onn*

Depois de ajudar minha mãe, voltamos para casa, ela foi preparar o jantar e eu fui tomar banho.
Sai do banheiro e fui ver se ela precisava de ajuda.
- Mãe precisa de ajuda?
- Não filha já esta tudo pronto. – disse colocando o jantar na mesa.
Meu tio chego e já foi comer, comemos todos juntos.
- Filha amanhã depois da faculdade tem como ir me ajudar devolta? Sabe que o estoque novo chego...
- Claro mãe. – sorri – Vou dormir, boa noite.
- Boa noite.
Fui dormir, acordei no horario de costume, fui pra faculdade, ter as aulas, e comi alguma coisa por lá, depois fui direto para a loja.

*Você mode off*

*Leonardo mode onn*

- Patricia cheguei. – disse entrando.
- Oi Leo. – ela estava vendo tv.
- Então tirei o dia de folga amanhã, o que acha que podemos fazer?
- Eu ia te falar... Meu pai nós chamou lá, sabe... Pra comemorar meu aniversario. – EU ESQUECI...
- Claro... – disse nervoso – Você acha que eu esqueci? – sorri fraco.
- Você não é bom com datas...
- Mas é seu aniversario meu amor... – ela sorriu.
- Pensei que ia esquecer...
- Não esqueci eu vou dar o melhor presente. – sorri e ela sorriu em resposta.
Ficamos vendo tv e depois fomos dormir. Iria amanhã no shopping comprar alguma coisa pra ela, só não sei o que...
Acordei quase 13:00 da tarde. Comi qualquer coisa e fui pro shopping, já que a Patricia não estava.
Andei aquele shopping inteiro, parei em uma loja de roupa...
- O senhor quer ajuda? – disse uma moça que trabalhava na loja.
- A quero sim, queria ver algum vestido pra minha noiva.
- Que tamanho ela é? – ela disse me conduzindo até um balcão.
- Eu não sei... É... É... Do tamanho daquela moça de costas ali. – mirei uma mulher que conversava com outra, que era do tamanho da Patricia, eu acho.

A 21ª parte postamos com 5 comentários, mais só amanhã.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Fic 4. Parte: 19.

- Ah... É... não estou. – disse.
- E porque?
- Já faz muito tempo Leonardo... Eu não queria voltar nisso, tudo é passado, em relação a... a... nós dois. – respondi sincera.
- Você sabe que eu não queria te deixar lá não sabe? – disse com uma voz doce.
- Você não podia escolher.
- É, eu queria ficar com você mas...
- Leonardo, tudo isso é passado. Já somos adultos, tudo o que sentiamos um pelo outro passou.
- Você acha mesmo isso?
- Foi só um amor de adolescente...
- Pra mim NÃO FOI. Pra você foi? – ele me olhou nos olhos.
- Já passo...
- Responde.
- Foi... – disse com certa dificuldade, talvez eu esteja enganando ele.
- Tudo bem... Não vamos tocar no assunto. – eu apenas sorri.
Ele estava muito diferente, com um ar triste, não tinha mais aquela alegria no olhar, ele parecia mal...
- Você faz faculdade do que? – ele perguntou.
- Publicidade e propaganda. – ele iria fazer a entrevista agora mesmo?
- Pretende trabalhar em que area?
- Fotos.
- Bom eu vou colocar seu nome, e qualquer coisa entramos em contato.
- Isso foi a entrevista? – perguntei.
- Pra você sim. – ele disse seco. Eu bufei.
- Tenho que ir. – disse me levantando.
- Faça o que quiser. – me levantei saindo e me perguntando como ele mudo tanto? O que o tempo fez com o menino que eu conheci? Ele se tornou um adulto que chega a dar medo.
Estava certa de que não iria conseguir o estagio muito legal...
- Deixe o número do seu celular. – ouvi a voz atrás de mim dizer.
- Você vai mesmo me chamar?
- Eu tenho que avaliar tudo...
- Mesmo depois dessa situação? – olhei para ele perguntando.
- Coisas pessoais não devem interferir no trabalho certo? – ele é ironico demais.
- Certo. – passei meu número para ele, e sai dali sem dizer mais nenhuma palavra. Ele viro uma pessoa idiota, parecia ter outra pessoa no corpo dele, eu não pensava que ele estivesse assim, pensei milhares de vezes ver ele feliz, e ainda com aquele seu jeito doce...
Fui pra casa, minha cabeça estava explodindo.
- Como foi a entrevista filha? – minha mãe me perguntou assim que entrei em casa. (Chamava minha tia de mãe, ela me adotou e tudo mais).
- Eu não fiz mãe...
- Como assim?
- Na verdade eu fiz, só que eles vão ligar, não é nada certo ainda.
- Ah sim, entendo, estou torcendo por você,
- Eu também mãe. – disse com uma voz desanimada e subi pro meu quarto.
Fiquei um pouco lá e de tarde fui ajudar minha mãe na loja, ela estava muito ocupada e me pediu a minha ajuda.

*Você mode off*

*Leonardo mode onn*

Não poderia me deixar levar por uma paixão de adolescente...
Eu já tinha minha vida completa, não me faltava nada. Eu trabalha, tinha praticamente uma noiva, uma otima familia... Mas talvez faltasse um sentimento mesmo.

A 20ª parte postamos com 5 comentários, mais só amanhã.


Motivos dos atrasos: A fic ainda não está pronta, e nós não temos tempo todos os dias para escrever, peço desculpas as leitoras, vou fazer o possível para não atrasar mais. Obrigada pelos comentarios, e me desculpem.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fic 4. Parte: 18.

- MAS EU PRECISO FAZER A ENTREVISTA.
- A senhorita pode vir aqui amanhã, que vou tentar te encaixar.
- MAS EU PRECISO FAZER HOJE, VE DEVOLTA, EU ME ESCREVI. – insisti, não poderia fazer amanhã, eu teria prova na faculdade, e já faltei hoje pra fazer a entrevista porque de tarde ajudaria minha tia.
- Sara deixa que eu resolvo... – escutei uma voz atrás de mim, era um homem.
- Mas senhor...
- Eu resolvo Sara, pode ir almoçar. – eu nem olhei direito para a cara do homem, a recepcionista saiu e ele entrou no "balcão" onde ela estava.
Eu estava nervosa com a situação, queria muito fazer a entrevista.
Ele pegou uns papeis e começou a olhar.
- Qual seu nome? – ele disse encarando os papeis.
- (Seu nome completo).

*Você mode off*

*Leonardo mode onn*

Quando escutei aquele nome, meu coração parou.
Não podia ser ela, como eu não tinha percebido? Ela poderia ter mudado mas nem tanto, quando me dei conta que nem tinha olhado para a cara dela ainda.
Sim era ela.
- Ah... Ah... Vo... cê... – as palavras não saiam, ela me olhou rapidamente e pareceu surtar por dentro.
- Le... o... nar.... do. – ela garguejou tanto quando eu.
Como ela tinha vindo parar aqui? Eu nunca mais pensei nela, eu esqueci, apaguei o orfanato da minha vida, e ela infelizmente foi junto. Claro ela já estava na idade de ter saido do orfanato a uns 2 anos. Eu tinha que falar alguma coisa.
- Como você está? – tentei sorrir, mas eu sabia que estava com medo.
- Estou... bem... e você? – ela disse sorrindo fraco.
- Estou bem.
- Trabalha aqui?
- Sou filho do dono...
- Ah sim... Bom, eu tenho que ir.
- Espera, você não quer fazer a entrevista?
- Sim, mas meu nome não esta na lista...
- Sem problemas, eu te entrevisto. – um sorriso sincero saiu do meu rosto.
- Agora é horario de almoço, e se eu ficar vou me atrasar, eu tenho que ir...
- Almoça comigo, e depois eu faço a entrevista. – ela queria fugir de mim, eu percebi.
- Eu não...
- Por favor, faz anos que não nós vemos e...
- Tudo bem. – ela disse me interrompendo.

*Leonardo mode onn*

*Você mode onn*

Aceitei almoçar com ele. Mas algo doia dentro de mim. Ele trazia um passado que eu não gostava de lembrar, ele era o meu passado.
Apesar de ter amado ele tanto, eu não quero isso devolta, estou bem do jeito que estou, minha vida está ótima. Fomos até um restaurante perto da revista.
- E como está a sua vida? – ele perguntou.
- Ótima. – disse me sentando. – E a sua?
- Bem. – ele me encarou, eu não queria passar nem mais um minuto com ele.
- Não está confortável?
- Ah estou sim, a cadeira tem almofadas... – ele me interrompeu.
- Estou falando da situação. – ele disse seco.

A 19ª parte postamos com 5 comentários, mais só amanhã.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Fic 4. Parte: 17.

- Vamos contratar alguns estagiários de umas faculdades para ajudar aqui na revista, principalmente com as fotos, eles aprendem, ajudam, e pagamos menos. E você ficará encarregado de escolher.
- Tudo bem.
Ele me passou um papel com vários nomes, eu nem li, fui marcando o que vinha pela frente.
Conversamos com os outros diretores, discutindo como iria ser e tudo.
- Leo se você quiser ir pode ir, já resolvemos tudo
- Ok pai
Peguei as minhas coisas e sai, fui pra minha "sala", que não era grande coisa, meu pai falava que eu ainda só ajudava ele, quando eu trabalhasse mesmo teria uma sala legal e tudo mais, fiquei lá fazendo algumas coisas, ate dar a hora do almoço.
Fui pra casa, estava morando com a Patricia, mas não eramos noivos, ainda, porque era o que ela mais queria. Ela era filha do socio do meu pai, então digamos que um casamento, seria bom para todos.
Almocei e voltei pra revista, tinha que resolver mais algumas coisas.
- Amanhã você irá entrevisatar os candidatos para os estagios tudo bem filho? – meu pai entro na minha "sala" dizendo.
- A claro pai. – sorri.
- Ok, pode ir se quiser, aproveite seu tempo com a Patricia.
- Ok pai. – ele saiu e eu fiquei lá um tempo pensando. Eu gostava de Patricia, claro, mas parecia que faltava algo. Tudo começou pelo meu pai e o pai dela, e meu pai vai muito gosto e blablabla, mas estou inseguro em relação a ela.
Voltei pra casa e ela estava lá sentada no sofá.
- Ai amor ainda bem que você chegou, estou com muito tedio... – ela disse.
- Se não faz nada porque tranco a faculdade de moda? Você poderia ate ajudar na revista e...
- Ai Leonardo, só de ouvir você falando eu ja fico cansada...
- Tudo bem... – disse sentando no sofá.
- E também daqui a algumas semanas eu não vou ter tempo pra nada, vou começar a organizar tudo do nosso casamento. – ela disse animada.
- Ainda nem noivamos Patricia...
- Mas vamos logo. Já falei com o meu pai, acho melhor fazer um jantar só para os mais conhecidos...
- Tudo bem, como quiser. Vou tomar banho.
- Ok, eu vou sair com a Vivian.
- Vai aonde?
- Shopping, cinema, fazer alguma coisa...
- Mas já esta de noite.
- Eu fiquei a tarde inteira em casa Leonardo, eu vou sair sim, vai lá tomar seu banho. – fui tomar meu banho e nem respondi ela.
Ela fica a tarde inteira em casa e tem que sair de noite? Sacanagem.
Fui dormir estava muito cansado e teria que chegar mais cedo no escritorio para as entrevistas.

Acordei e Patricia ainda dormia, como sempre...
Nem vi ela chegar ontem.
Tomei um café rápido e fui para a revista.

- Senhor os candidatos chegam daqui a pouco. – disse a recipcionista.
- Tudo bem Sara... – disse entrando na minha sala.
Arrumei alguns papeis e comecei a entrevistar, foram muitas pesssoas, ainda teria mais depois do almoço, ja tava cansado daquele blabla: eu queria trabalhar aqui porque vou aprender muito.
Ainda bem meu horario de almoço chegou, estava saindo da minha "sala" quando escutei alguns gritos andei até onde a recepcionista ficava e tinha uma mulher "conversando" com ela.

*Leonardo mode off*

*Você mode onn*

Queria fazer a entrevista antes do almoço.
Cheguei na revista e disse meu nome, a recepcionista disse que somente escritos poderiam fazer as entrevistas. Expliquei que tinha me escrito, falei da minha faculdade, pois a maioria dos candidatos eram da mesma que eu, mas ela disse que eu não estava na lista.
- MAS EU ME ESCREVI! TEM COMO VOCÊ VER COM ALGUÉM?
- Não senhorita, no momento estão todos almoçando, alias eu deveria estar fazendo isso.
 
A 18ª parte postamos com 5 comentários, mais só amanhã.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Fic 4. Parte: 16.

Ela apenas sorriu como resposta.
Abri o grande guarda roupa e comecei a guardar as minhas roupas, peguei uma blusa e vi que não era minha, cheirei e me deu uma angustia
Aquela blusa era do Leonardo, eu não fazia idéia do que ela tava fazendo nas minhas coisas. Eu resolvi não me desfazer dela, coloquei bem no fundo da gaveta para que eu não a visse ela e me lembrasse dele.
Terminei de arrumar as minhas coisas e desci, jantei com a minha tia meu tia e minha prima pequena, conversamos muito.


*3 ano depois*

*Você mode onn*


Havia passado 3 anos depois que eu tinha sido adotada pela minha tia, eu estava completamente feliz, eu já tinha terminado o colégio, já estava cursando a faculdade. Escolhi fazer publicidade e propaganda, assim eu posso trabalhar com fotos, foi sempre o que eu quis.
Primeiro ano na faculdade eu me dei super bem, amava estudar, tudo aquilo me fazia muito bem, no segundo ano eu já iria começar a fazer estagios, minha aerea de fotos é para fotografar ensaios, desfiles, coisas envolvendo produtos, eu iria começar um estagio em uma revista, só para ir aprendendo e ajudando.


*Leonardo mode on*

Eu estava feliz com a minha família, minha mãe Monica era super legal comigo, ela me deu o amor que eu nunca tive, meu pai sempre me apoiava e a minha pequena irmã a Jade sempre me fazia rir.
Entrei na faculdade assim que terminei o colégio, estava com meus 21 anos, fazendo o último ano da faculdade de administração, eu gostava e iria ajudar meu pai com os negocios dele, na revista.

*Leonardo mode off*


*Você mode on*
- (Seu Nome) acorda vai se atrasar pra faculdade, acorda.
Acordei assustada me levantei, olhei no relógio e corri pro banho, depois me arrumei e peguei as minhas coisas.
- Mãe me empresta o seu carro?
- Claro querida. – ela me entregou as chaves
Entrei e coloquei uma musica baixa porque eu não gostava de atrair olhares.
Cheguei olhei aquele campus enorme peguei as minhas coisas e desci.
Aquilo me trazia uma paz...
Olhei no relógio.
- Droga. –murmurei. – to atrasada
Sai correndo com esperança que o professor não estaria na sala, mas foi em vão porque ele estava lá.
- Atrasada de novo (Seu nome). – disse ele fazendo um gesto negativo com a cabeça
- Desculpa. – disse e me sentei
Eu li no quadro escrito estágios circulado bem grande.
E então o meu professor começou a falar
- Hoje vamos falar de estágios, vocês sabem que quando vocês estão já no segundo ano da faculdade e ai vem os estágios que ajudam vocês a se profissionalizarem. Devo dizer que só os mais esforçados e confiantes conseguem.
Fiquei ouvindo o bla bla bla que o professor falava então bateu o sinal para irmos embora, peguei as minhas coisas e sai.
Deixei meu nome para os estagios, a moça que estava anotando os nomes me deu o endereço de uma revista que não era tão longe, melhor assim, faria a entrevista amanhã.

*Você mode off*


*Leonardo mode on*
- Amor acorda você vai se atrasar! – disse uma voz doce
- hã?
- Pro trabalho!
- A é puta que pariu. – levantei apressado
- Já disse pra você parar com esses palavrões
- Vai se foder. – eu ri e depois dei um selinho nela
Tomei banho me arrumei e peguei as minhas coisas
- Patrícia to indo, beijos. – disse dando um beijo nela
- Te amo Leo
- Eu também amor.
Peguei o carro e sai, a empresa do meu pai não era tão longe dali, então cheguei rápido.
- Ta atrasado Leo.
- Desculpa. – sorri
- O seu pai está te esperando na sala dele.
- Obrigada por avisar
Logo fui até a sala do meu pai, todos os diretores estavam lá, devia ser uma reunião.
- Leo ai está você
- Oi pai, o que está acontecendo?
A 17ª parte postamos com 5 comentários, mais só amanhã.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fic 4. Parte: 15.

Eu falo com Gabriel, ele é o único que ainda escuta a minha voz aqui dentro, eu estava mais calada do que nunca.

- Não falta muito pra nós completarmos a idade de sair daqui (seu nome). – disse o Gabriel sorrindo e sentando do meu lado.
- Só mais quantos anos? Meses? Dias? Horas? – disse desanimada.
- Só pense que falta pouco e quando sairmos...
- Eu não sei o que vai ser de mim. – disse o interrompendo.
- Você vai trabalhar, casar, contruir uma família.
- Eu não quero desse jeito. – respondi com certeza.
- É com todo mundo assim.
- Eu não quero continuar sabe Gabriel? Queria me prender em algum lugar apenas eu e...
- Você ainda pensa nele? – Gabriel pergunto com uma cara desapontada. Ele sabe que sim, ele sabe dos meus sentimentos e dos meu medos, é ele que está comigo todo esse tempo, não me deixando cair ou fazer qualquer besteira.
- Não...
- Eu sei que você pensa.
- Não quero falar sobre isso.
- Você tem que superar (seu nome), ele foi embora ele te deixou.
- ELE NÃO ESCOLHEU ISSO... – disse nervosa.
- Ele poderia optar.
- ELE VIVEU AQUI A VIDA INTEIRA, AI APARECE UM CASAL MARAVILHOSO PRA ADOTAR ELE E VOCÊ QUERIA QUE ELE PERDESSE ESSA CHANCE POR UMA GAROTA BOBA IGUAL A MIM?
- Se ele te amasse de verdade.
- CALA A BOCA GABRIEL, CALA A BOCA.
- Me desculpe... – ele disse calmo. Eu sai dali porque se ele falasse mais alguma coisa eu ia meter um soco na cara dele.
Ele me entendia, mas ás vezes me irritava demais, nunca vi alguém assim.
- A Olga deseja falar com você. – disse Eduarda entrando no quarto.
- Tudo bem já vou lá. – ela saiu.
Fui lá falar com Olga, com certeza não era boa coisa...
- A senhora me chamou? – abri a porta com calma.
- Entre.
- Tudo bem. – entrei e sentei, ela estava sem expressão no rosto.
- Sua tia veio te buscar.
- O que... O que? – disse surpresa.
- Lembra da sua tia não é?
- Claro...
- Então, ela veio te buscar.
- Mas como? Porque?
- Pergunte isso para ela, arrume suas malas, em 20 minutos ela estará aqui.
- Ok. – disse ainda espantada, já fazia ano que não via minha tia, eu pensava que ela me esqueceu ali e nunca mais voltaria para me buscar.
Fui correndo arrumar as malas, eu não tinha muita coisa, eram roupas velhas porque fazia anos que eu não saia daquele orfanato, a única vez que eu sai foi para ir pro hospital, nem gosto de me lembrar daquilo.
Peguei as minhas roupas e meus livros que eram as únicas coisas que realmente eram minhas.
Ouvi um barulho de carro chegando provavelmente devia ser a minha tia.
Peguei a minha mala que nem era tão pesada e levei para fora.
Comecei a me despedir das pessoas de lá dei um abraço do Gabriel e agradeci a Olga.
- Vem querida vou te levar pra casa. – disse uma mulher alta e bem bonita
- T-i-i-a? – gaguejei. – o que houve com você? Ta tão diferente!
- Ah (Seu Nome) o negocio do seu tio deu certo e agora estamos ricos e então eu me produzi mais.
- Fico feliz por vocês.
- Agora vem deixa-me levar essa mala. – disse ela caminhando até mim.
Ela pegou a minha mala que não era grande com uma mão e na minha mão com a outra, me guiou até um carro bem bonito e colocou a minha mala no porta-malas depois entrou.
- Vem querida. – disse destrancado a porta
Eu entrei e fiquei maravilhada, pelo que eu me lembro a minha tia tinha um carro velho e caindo aos pedaços, mas esse era incrível
- E então querida como foi esses anos ai? – disse ela enquanto dirigia
- Ah foi legal. – menti
- Que bom, me desculpa por ter te deixado ai, naquela época eu não tinha condições de te levar comigo.
- Tudo bem. – eu disse dando um sorriso fraco.
Passei o caminho inteiro calada só pensando no Leonardo para variar, eu tinha que tirar ele da minha cabeça, quem sabe eu saindo daquele orfanato eu esqueceria ele mais fácil. Surgiu um pouco de esperança.
Paramos na frente de um sobrado branco que era bem grande. Sai do carro e fiquei de boca aberta.
Fiquei admirada, pelo que eu lembrava a casa da minha tia era um casebre bem feio. Mas chega de lembranças, ta na hora de viver o presente
- É essa é a nossa casa agora
- UAU. – eu só consegui falar isso.
Ela sorriu pra mim, pegou mala e me guiou até o meu quarto.
- Vou dar um tempo pra você arrumar as suas coisas. – disse ela e saiu
- Obrigada tia.

A 16ª parte postamos com 5 comentários, mais só amanhã.